Distrito Federal se Destaca no Mercado Nacional de Artigos para Casa e Decoração

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Viniciu Pittol - Fotógrafo ABCasa

Brasília, a capital federal do Brasil, se destaca no consumo de artigos para casa e decoração no país, conforme revelado pelo mais recente levantamento conduzido pela ABCasa (Associação Brasileira de Artigos para Casa, Decoração, Presentes, Utilidades Domésticas, Festas, Flores e Têxtil) em colaboração com o IEMI (Instituto de Estudos e Marketing Industrial).

De acordo com os dados compilados, Brasília manteve sua posição entre as cinco maiores cidades no ranking de consumo desses produtos, conquistando o terceiro lugar desde 2019. Em 2022, a capital contribuiu com 2,6% do consumo total no país. Eduardo Cincinato, presidente da ABCasa, comentou sobre a importância do Distrito Federal nesse cenário: “A representatividade de 2,6% no consumo de artigos para casa e decoração em Brasília demonstra a força da capital e sua importância para o crescimento do nosso mercado”.

Considerando o consumo no nível dos municípios, observa-se que os dez maiores mercados correspondem às capitais de sete estados brasileiros, além da capital federal. O Distrito Federal destaca-se não apenas pelo consumo, mas também pela infraestrutura de varejo disponível. Com 3.731 pontos de venda de varejo de artigos para casa, incluindo 669 especializados em artigos de uso doméstico e pessoal e 445 em complementos mobiliários.

Além disso, o comércio não especializado, que inclui supermercados, hipermercados, lojas de variedades, lojas de departamento e magazines, home centers e lojas de material de construção, também desempenha um papel significativo, com 1.372 pontos de venda na região. Isso se traduz em um total de 30.242 empregos diretos.

Embora a participação das unidades produtoras locais no mercado nacional seja modesta, representando 0,7% do total, o emprego direto gerado por essas unidades ainda contribui positivamente para a economia local, totalizando 0,3% do emprego direto em 2022. “O comprometimento contínuo dos brasilienses com a estética e funcionalidade de seus espaços residenciais é evidente, consolidando o Distrito Federal como um importante polo no mercado nacional de artigos para casa e decoração”,  complementa Cincinato.

Cenário Nacional 

De acordo com o estudo apresentado pela ABCasa, o mercado de varejo de artigos para casa, decoração, presentes, celebrações e utilidades domésticas do Brasil apresentou números expressivos em 2022, revelando um setor robusto e em crescimento constante, que movimentou mais de R$ 96,3 bilhões no ano passado, envolvendo 238,8 mil pontos de venda em todo o país.

Dentre esses pontos de venda, 135,2 mil são lojas de varejo especializadas em artigos para casa, decoração, presentes e utilidades domésticas, enquanto 103,6 mil são pontos de venda de varejo não especializado, incluindo lojas de departamentos, variedades e home centers.

“É importante ressaltar que o nosso setor empregou um total de 2,7 milhões de pessoas em 2022, tanto em lojas especializadas como em varejistas não especializados.” aponta Eduardo Cincinato, presidente da ABCasa. 

A produção local de artigos para casa, decoração, presentes e utilidades domésticas em 2022 correspondeu a R$ 54 bilhões, em valores líquidos, sem impostos, por meio de 25,9 mil unidades produtoras que empregam diretamente 458,5 mil funcionários. No que diz respeito ao comércio exterior, o setor de artigos para casa, decoração, presentes e utilidades domésticas fez importações no valor de US$ 1,3 bilhão em valores FOB (Free on Board) em 2022. Paralelamente, as exportações brasileiras desses produtos somaram US$ 897 milhões, também em valores FOB, no mesmo período.

Outro destaque dessas estatísticas é o consumo residencial nas principais cidades brasileiras. Entre as dez maiores cidades em consumo de artigos para casa, destacam-se: São Paulo com 9,2%, Rio de Janeiro com 4,5%, Brasília com 2,6%, Porto Alegre e Belo Horizonte, ambos com 2,4%. Esses municípios são vitais para o mercado de varejo desse setor. Segundo o presidente da ABCasa, esses dados demonstram a vitalidade e a importância do mercado de artigos para casa, decoração, celebrações, presentes e utilidades domésticas no Brasil. 

“O nosso setor, ao lado da construção civil, teve um aumento expressivo no pós-covid 19 e o resultado direto foi o aumento no número de lojas, produção e profissionais ligados ao segmento. Houve uma mudança de mentalidade do consumidor final, que passou a ter um novo olhar para a casa e hoje investe mais em decoração”, destaca Eduardo Cincinato.

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