“Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores” apresenta novos projetos

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Olhar para o empreendedorismo como uma oportunidade de vida é um movimento ainda tímido, mas que vem crescendo entre os brasilienses. A cidade que respira funcionalismo público vem abrindo espaço para pessoas que não veem mais tanto sentido em suas profissões formais e sonham em ter seu próprio negócio. O que acontece é que muita gente não sabe por onde começar, como estruturar as ideias em algo viável. Para estimular o crescimento do empreendedorismo no Distrito Federal, surgiu a Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores, programa de empreendedorismo e inovação, da Fundação Assis Chateaubriand. Desde 2017, o programa já ajudou a estruturação de mais de 100 projetos, entre ideias de negócios, produtos e serviços que vêm ganhando espaço no mercado e impactando a economia local.

Neste mês de novembro, 11 novos projetos foram apresentados ao público por 25 empreendedores e intraempreendedores, depois de muitas reflexões com a ajuda de um time de facilitadores, orientadores de projetos, mentores e coaches da Comunidade Ei, para que as ideias fossem focadas na solução de problemas dos clientes e da cidade. A partir da abordagem de design thinking, os participantes da turma HX4 do curso Jornada Ei experimentaram as três lentes da inovação para avaliar se seus produtos e serviços são humanamente desejáveis, tecnicamente possíveis e financeiramente viáveis.

“É um primeiro olhar, a gente trabalha com educação empreendedora de base. Um trabalho que desenvolve o empreendedor em vários aspectos, tanto sociocomportamentais, que dão a percepção da dificuldade que é empreender, de autoconhecimento, para enfrentar as situações que virão, e algumas ferramentas de análise de viabilidade para desenvolvimento da ideia de negócio”, explica Mariana Borges, superintendente executiva da Fundação Assis Chateaubriand e uma das idealizadoras da Ei.

Para Mariana, o trabalho vem ganhando relevância no ecossistema empreendedor de Brasília. “É motivo de orgulho o impacto que a gente começa a gerar. Já são muitos negócios abertos em diversos setores da economia, em vários estágios de desenvolvimento. Praticamente todos os empreendedores que seguiram com a ideia estão evoluindo. Estamos contribuindo de forma efetiva para a economia. Daqui a pouco, muitos outros estarão brilhando, gerando emprego, se realizando profissionalmente. Ajudamos no início do processo, é a forma como estimulamos pessoas a desenvolverem negócios com um olhar voltado para propósito, inovação e geração de impacto.”

Foco nas pessoas

O que moveu a arquiteta Aline França, 36 anos, e a advogada Natália Resende, 32, a empreender foram suas experiências com a maternidade. Elas perceberam nas dificuldades encontradas por mães e famílias com bebês uma forma de levar essas relações e descobertas de maneira mais leve, além de tornar isso uma possibilidade de renda. Aline e Natália inicialmente tinham projetos relacionados e acabaram se unindo na Jornada Ei. Como fruto dessa parceria, surgiu a Rede Mamífera, iniciativa que cria espaços e canais de acolhimento e apoio a gestantes, casais grávidos, recém-mães e famílias com bebê, a fim de promover a preparação para a amamentação e o pós-parto, desde a gestação, e suporte às escolhas e autonomia materna até o desmame do bebê. “Os ciclos de mentoria foram muito importantes para a gente pensar melhor e dar segurança de ir para um caminho mais efetivo do que se a gente estivesse lá fora sozinha, tentando fazer isso da nossa cabeça. A experiência de ser uma comunidade é fantástica. A consciência que isso traz, o olhar cuidadoso não só para o nosso, mas para outros projetos, é uma troca muito legal”, observa Aline.

Outras duas mães também vislumbraram numa necessidade real uma solução que estimula a economia colaborativa, guarda-roupa compartilhado e a sustentabilidade. A proposta da Bailanina, negócio criado pela jornalista Erika Meneses, 44, e pela arquiteta Juliana Garrocho, 44, é de aluguel de vestidos de festa para bebês e meninas de até 8 anos. “Nós demos um tempo do trabalho e procuramos algo para empreender. A Juliana veio com a ideia de aproveitarmos o acervo que já tínhamos e alugar esse tipo de roupa. A gente precisava aperfeiçoar nosso modelo de negócio e ajustar alguns gargalos que a gente não conhecia. E surgiram até possibilidades de parceria dentro da Comunidade Ei”, conta Erika.

O combate à violência doméstica surgiu como ponto forte da Rede Verbalize, projeto da empreendedora Gabriela Moreira, 26. Novas soluções para cuidados com animais também apareceram, como as ideias de Gabriel Barreto e Mariane Carneiro, 20. Gabriel criou um projeto de clínica para pets com preços populares. E Mariane, um petshop com produtos veganos. A ideia da startup de Paulo Lira também chamou a atenção, com a proposta da Bem – Comunidade de Saúde e Medicina Preventiva, que visa facilitar o acesso à assistência de saúde de qualidade por meio de uma plataforma digital que ajuda pessoas a encontrarem profissionais da saúde de qualidade, de maneira personalizada, humana e sustentável.

Com informações do Correio Braziliense

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