Mercado imobiliário aposta no digital para lançamentos e vendas de imóveis

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Nos últimos meses, porém, alguns fatores têm contribuído para que o setor imobiliário retome o crescimento, como a queda da taxa Selic para 2% ao ano. (Imagem: Freepik)

O mercado imobiliário brasileiro terminou 2019 com números recordes e ótimas perspectivas para o setor avançar ainda mais em 2020. De acordo com levantamento realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), houve alta de 15,4% no lançamento de novos imóveis e 9,7% em vendas, e a expectativa para este ano era de aumento de 20% em relação a 2019. Entretanto, o cenário de incertezas, causado pela pandemia da Covid-19, adiou o avanço previsto.

Nos últimos meses, porém, alguns fatores têm contribuído para que o setor imobiliário retome o crescimento, como a queda da taxa Selic para 2% ao ano, a mais baixa da série histórica do país, e as inovações criadas pelas incorporadoras e corretoras para atrair novos clientes. Nesse aspecto, o meio tecnológico tem sido indispensável em toda jornada de aquisição, do tour virtual 3D, lançamentos on-line, lives com possíveis compradores a, até mesmo, assinatura digital.

Segundo o presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), Eduardo Aroeira Almeida, a pandemia acelerou a digitalização do setor.

“A compra de um imóvel é, por natureza, mais burocrática do que a de outros bens. As empresas então começaram a investir mais em portais de vendas e anúncios digitais para atrair os consumidores durante a crise. Além disso, com a assinatura digital de contrato já reconhecida, o processo se tornou mais ágil”, destaca o presidente que completa “A taxa Selic baixa possibilita que as pessoas, mesmo sem sair de casa, aproveitem o mercado. E a tecnologia está sendo fundamental para este momento, tanto para os clientes quanto para as incorporadoras e corretoras”, finaliza.

O presidente da Ademi-DF também afirma que os consumidores também estão utilizando o meio digital de forma mais eficaz. “Geralmente, quando o cliente entra em contato com a empresa é porque já pesquisou bastante e está bem decidido pelo imóvel, na última etapa do funil”, explica. Para ele, a chance de conclusão do negócio aumentou com o advento da internet.

Tecnologia a favor

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o distanciamento social continua sendo uma das medidas de segurança e prevenção ao coronavírus mais eficazes. Diante desse cenário, as empresas do ramo imobiliário agiram rapidamente para não serem tão impactadas com a crise e aderiram ao uso intensificado das plataformas digitais.

“Em janeiro, lançamos a plataforma de venda digital da MRV, com uma jornada de compra completa para os clientes de Belo Horizonte. Nossa previsão era de ao longo dos meses expandir, mas, devido à Covid-19, antecipamos o processo e abrimos o serviço para todo o Brasil”, explica Jeferson Benitez, diretor comercial da construtora MRV. Segundo ele, o uso mais abrangente da tecnologia já estava previsto pela empresa, mas a pandemia fez com que o movimento acelerasse.

Todas as etapas podem ser feitas on-line, como tour 360º, fotos do decorado, das áreas comuns, plantas e croquis dos empreendimentos, não havendo necessidade da presença do cliente. Além de eliminar documentos, assinaturas físicas e outras barreiras que podem arrastar uma negociação por até semanas”, explica Benitez

De acordo com pesquisa realizada pelo DataZap, o número de busca por novos imóveis aumentou 21% desde o início da crise. Além disso, 70% consideram importante ou muito importante um local com mais ambientes que o atual. Ainda foi apontado que 60% preferem morar em casas com vista livre, varanda e próximo ao comércio.

Com informações do portal Metrópoles

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